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Cazombo na dianteira do programa integrado

Os primeiros projectos do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) vão começar a ser implementado no Alto Zambeze, província do Moxico.


O anúncio foi feito ontem pelo Presidente da República, João Lourenço, na vila de Cazombo, quando se dirigia à população que o aguardava defronte à Administração Municipal, onde se reuniu com membros do Governo da província e administradores a diferentes níveis. Para João Lourenço, que cumpriu uma intensa jornada de trabalho na sede municipal do Alto Zambeze, mais importante do que o anúncio do programa é a garantia da existência de fundos para a implementação.



“Felizmente, já temos recursos para a execução dos projectos”, no âmbito do “programa vulgarmente conhecido por PIIM”, reiterou o Chefe de Estado. Bastante aplaudido nessa passagem da sua alocução, João Lourenço lançou um apelo a governantes e empreiteiros, para “de mãos dadas” arrancarem imediatamente com o programa de intervenção nos municípios.



“Não vamos voltar a falar dele; queremos é que a população veja as coisas a caminharem”, afirmou, destacando o facto desta ser a primeira visita, na sua condição de Chefe de Estado, feita directamente de Luanda para um município, no caso, o Alto Zambeze.





O Presidente iniciou a visita à maior província do país - superfície estimada em 223 quilómetros quadrados - às primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 12. Ao contrário do que tem sido habitual em deslocações a outras províncias, desta vez o Presidente decidiu começar a jornada por um município, Alto Zambeze, mais concretamente na vila de Cazombo, ao invés de escalar primeiro a capital, no caso Luena.



De acordo com João Lourenço, isso acontece “porque nós estamos seriamente empenhados em trazer a vida para os municípios”.



Sustentou a escolha no adágio segundo o qual “um acto vale mais do que mil palavras”. Sublinhou que a frase “trazer a vida para os municípios” tem sido usada em vários discursos, tanto ao nível do próprio Chefe de Estado, quanto dos ministros e governadores, precisamente pela importância atribuída a esse propósito.



“É importante levar a vida aos municípios” e, melhor do que dizer, “é fazer”.

“Esta minha deslocação aqui, ao Cazombo, é o sinal que quero dar a toda a governação de que, todos nós, desde o Presidente da República até ao governador de província, temos que visitar e trabalhar mais vezes nos municípios e comunas”. Destacou, por outro lado, que quando recebeu a rainha Nhakatolo, em Luanda, ela pediu-lhe para visitar o município do Alto Zambeze.



“Prometi que o faria, eu disse esteja descansada, que vou surpreender. Prepare só o funje que estou aí a chegar para o comer consigo”, precisou. Do mesmo jeito descontraído, disse esperar “que ela tenha o funje pronto. Vim para comer o funje. Esta é a razão para eu ter começado a visita neste município. Poderia ter começado por qualquer outro município, mas, porque prometi, aqui estou”, afirmou o Presidente. Ainda assim, frisou que não veio apenas visitar.



O trabalho com as autoridades provinciais e do município do Alto Zambeze materializou um dos pontos altos da deslocação de João Lourenço ao Cazombo. Descrita na agenda presidencial como “breve encontro” com o governador provincial do Moxico, Gonçalves Muandumba, o acto prolongou-se por aproximadamente três horas.



“Estivemos reunidos à porta fechada. Resumidamente, devo dizer que viemos procurar resolver da melhor forma possível os principais problemas que afectam o Alto Zambeze e de uma forma geral a província do Moxico. Os problemas não são novidades para ninguém”, acrescentou.



Arranjar recursos para dar soluções a questões relacionadas ao estado das infra-estruturas e das estradas esteve entre os tópicos dominantes do discurso presidencial. A alusão às vias de acesso arrancou fortes aplausos da população. As pontes partidas constituem outro factor que agrava a difícil circulação de pessoal e bens no Moxico. A falta de energia eléctrica e de água potável, bem como as carências nos sectores da educação e saúde mereceram atenção.



“Se conseguirmos resolver os problemas desses sectores e de outros, que, eventualmente, não tenha citado, teremos resolvido com certeza também o problema do emprego”, realçou o Presidente.



“Para fazer estradas e pontes vamos ter que empregar; para construir escolas e hospitais, temos que empregar; para construir os sistemas de produção e fornecimento de energia e águas, temos que empregar. Então, ao mesmo tempo, resolvemos esses problemas e o do emprego, que a todos nós preocupa”, assegurou, reiterando que a solução passa precisamente pelo Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).



JA