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Economia

Fábrica vai exportar alumínio para RDC e Namíbia

Luanda conta desde terça-feira, 21, com uma nova fábrica de alumínio, que vai exportar essa matéria-prima para a República Democrática do Congo (RDC) e a Namíbia, como disse o presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimen... Ver mais


A fábrica, que está localizada na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda -Bengo, afecta à CITIC Alumínio Angola Co. Lda, entra em operação com um investimento de 40 milhões de dólares e vai permitir a produção anual de 10 mil toneladas de vários tipos de perfis de aço para construção civil.



Segundo o PCA da AIPEX, Licínio Vaz Contreiras, que presenciou a inauguração da fábrica cujo corte da fita coube ao embaixador da China acreditado em Angola, Gung Tuo, garantiu que o negócio vai chegar a outros países, sobretudo africanos, tão logo reduza o volume de importação de matéria-prima.



O facto, segundo o presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento e Promoção das Ex-portações, pode ser uma realidade em 2020 com a garantia de mais investimento.



“A RDC e a Namíbia são apenas o primeiro passo e, tão-somente as condições virem a melhorar, o negócio vai chegar a outros países.”



Licínio Vaz Contreiras reconheceu que “com essa fábrica há uma necessidade de aproveitar-se mais as sucatas para se evitar importações de matérias-primas para o fabrico de alumínio.”



A unidade fabril vai criar cerca de 300 postos de trabalho, dos quais 90 por cento angolanos e 10 expatriados.



Realçou igualmente que, por outro lado, que a AIPEX tem 122 projectos registados, dos quais 59 em execução, onde uns são de maior porte e outros de menor.



Por sua vez, o embaixador chinês acreditado em Angola, Gung Tuo, disse que as duas visitas efectuadas, recentemente, pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, à China, deram um novo impulso às relações entre os dois países, principalmente na esfera empresarial.



“A China está aqui para promover um patamar para os interesses comuns, assim como contribuição para reduzir o desemprego em Angola, principalmente na juventude. Vamos continuar a contar com o apoio do Governo angolano”, disse Gung Juo.



Carlos Cepura André, administrador executivo da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda - Bengo, disse que o acto constitui uma importante plataforma institucional para a concretização de investimentos. A fábrica, acrescentou, é uma iniciativa oportuna que ocorre num momento particularmente importante do desempenho da economia angolana, que sofre os efeitos da redução acentuada do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, com consequências directas na arrecadação das receitas públicas.



“O Conselho de Administração da ZEE regozija-se por albergar em dois meses a inauguração de duas fábricas, pelo que encorajamos os empresários angolanos e estrangeiros a encontrarem aqui um espaço ideal para fazerem os seus negócios”, apelou com uma satisfação Carlos Cepura Neto André, que também foi um dos convidados à inauguração da fábrica de alumínio.



Jornal de Angola