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Governador quer apoio para suplantar interferências na governação em Luanda

O governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, pediu a intervenção do Presidente da República, para colocar fim às interferências no processo de governação da capital do país.

O governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, pediu nesta sexta-feira 9, a intervenção do Presidente da República, para colocar fim às interferências que têm surgido no processo de governação da capital do país.

O governador apresentou esta preocupação nesta sexta-feira 9, durante uma reunião com o Presidente da República na sede do Governo Provincial de Luanda (GPL), num encontro que contou com a participação de ministros e administradores municipais.

No encontro que serviu para fazer o balanço da jornada de campo realizada quinta-feira pelo Chefe de Estado angolano a algumas infra-estruturas sociais da capital do país, o governador afirmou que a província de Luanda é das que regista maior grau de interferência e intromissão nas suas competências.

As referidas interferências, segundo Adriano Mendes de Carvalho, bloqueiam o normal desempenho dos órgãos do GPL.

Disse que a eficácia do exercício da acção governativa, a promoção da descentralização e da municipalização efectiva da província, constam da sua lista de preocupações.

Em jeito de exemplo referiu que os activos patrimoniais imobiliários mais valiosos da província foram entregues a custo zero a gabinetes de desenvolvimento que não dependem do GPL, como é o caso da ZEE, detentora de vastas extensões territoriais, com pólos industriais, nos municípios de Icolo e Bengo, Quiçama e Viana.

O responsável lamentou o facto de as receitas desses pólos industriais e taxas arrecadadas não reverterem para os cofres do GPL.

“Senhor Presidente da República pedimos encarecidamente a vossa prestimosa ajuda. Temos de acabar com esses males que enfermam o ordenamento da província”, referiu.

Por outro lado, informou que as infracções administrativas e o funcionamento dos mercados informais exigirá do GPL maior sensibilização e organização.

Para si, o modelo de recolha e tratamento do lixo afigura-se completamente desadaptado para o actual momento, tendo anunciado a criação de uma comissão para redefinição dos modelos
operacionais.

Angop