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País cumpre recomendações sobre centro histórico de Mbanza Kongo

O director-geral do Instituto Nacional de Ordenamento do Território e Urbanismo, Álvaro David, garantiu, esta quarta-feira, 12, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, que, até ao momento, não existem constrangimentos que possam levar a Organ... Ver mais

O director-geral do Instituto Nacional de Ordenamento do Território e Urbanismo, Álvaro David, garantiu, esta quarta-feira, 12, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, que, até ao momento, não existem constrangimentos que possam levar a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) a retirar, à cidade de Mbanza Kongo o título de Património Mundial da Humanidade, atribuído por aquele organismo internacional em 2017.


 


Álvaro David fez esta declaração durante um painel, bastante concorrido, sobre a elaboração do Plano Urbano e Regulamentação do Centro Histórico de Mbanza Kongo, no âmbito do 10º Fórum Urbano Mundial, que decorre sob o lema “Cidades de Oportunidades: Conectando Cultura e Inovação”.


 


De acordo com o arquitecto, Angola está no bom caminho, do ponto de vista do cumprimento das recomendações da UNESCO. 


 


“Em termos de cumprimento das recomendações da UNESCO, estamos muito bem avançados, acima de 50 por cento”, esclareceu.


 


A julgar pelo grau de cumprimento das exigências daquele organismo internacional, Álvaro David disse que, até ao final deste ano, a comissão multissectorial criada pelo Executivo estará em condições de fazer um balanço.


 


Na presença do secretário de Estado da Cultura, Aguinaldo Cristóvão, e de representantes de vários países no 10º Fórum Urbano Mundial, o orador disse que, após este processo, será elaborado um relatório exaustivo sobre as metodologias de trabalho e normas da comissão técnica.


 


Anunciou, também, que até lá, uma comissão técnica da UNESCO deverá deslocar-se a Angola para avaliar o grau de cumprimento das recomendações.


 


No painel, representantes de alguns países africanos, principalmente, mostraram-se satisfeitos pelo facto de a uma cidade do continente ter sido atribuído o título de Património Mundial da Humanidade.


 


Além do interesse em conhecer os meandros técnicos levados a cabo pelas autoridades angolanas, os participantes aproveitaram o painel para colherem experiências de como foi organizado o processo e manifestaram interesse em visitar o país.


 


Instado a justificar os passos já dados, Álvaro David destacou a elaboração do Regulamento e do Plano Urbano com vista a tornar a antiga capital do Reino do Kongo atractiva do ponto de vista histórico, turístico e cultural. Os eixos estruturantes da valorização do Património Mundial passam pelo planeamento urbano, bem como pela preservação do acervo, aspectos já em curso, segundo o director-geral do Instituto Nacional de Ordenamento do Território e Urbanismo.


 


Com uma superfície de 7.953 quilómetros quadrados, Mbanza Kongo tem um plano urbano que permite a gestão e valorização do Centro Histórico e da Zona Tampão, deu a conhecer Álvaro David.


 


No período da tarde foram apresentados no 10º Fórum Urbano Mundial os planos-directores de requalificação das províncias de Benguela e do Bié, já aprovados pelo Executivo e que aguardam por financiamento.


 


Por lapso, o Jornal de Angola fez referência, na sua edição de ontem, à conclusão do Plano Nacional de Ordenamento do Território e Urbanismo que em Março vai ao Conselho de Ministros, para aprovação.Na verdade, o documento a ser submetido à aprovação do Executivo é a Política Nacional de Ordenamento do Território e Urbanismo.