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País poderá contar com Centro Biotecnológico

Angola poderá contar ainda este ano com um Centro Biotecnológico, para produção de vacinas animal, de modo a mitigar as doenças e infecções que afectam o gado e contribuir para o desenvolvimento no sector pecuário do país.


Em declarações à imprensa e sem avançar datas do início da implementação do projecto, o director geral do instituto de serviço de veterinária de Angola, Ditutala Simão, frisou que será um centro com uma capacidade suficiente para responder à demanda existente no sector da agricultura.



Além do aumento da produtividade e possibilidade de Angola exportar carne, referiu a biotecnologia moderna pode contribuir para a redução dos custos de produção, para a produção de alimentos com melhor qualidade e para o desenvolvimento de práticas menos agressivas ao meio ambiente.



“Temos a possibilidade de exportar carne, porque os valores económicos do nosso gado é superior em três ou quatro vezes, ao orçamento que o Governo atribui ao ministério da agricultura”, referiu, daí que com a criação do centro essa situação pode ser facilmente mitigada.



Na sua óptica, com a criação do Centro de Biotecnologia, a agricultura e a pecuária do país entrarão numa nova era, estabelecendo assim pressupostos suficientes para o desenvolvimento do sector e do país no seu todo.



Assim, a principal contribuição da biotecnologia moderna à agricultura é a possibilidade de criar novas espécies a partir da transferência de genes entre duas mais.



“Essa transferência visa o desenvolvimento de uma planta com um atributo de interesse económico, como é o caso das plantas resistentes a vírus ou a pragas”, explicou.



Recordou que o país, concretamente na província do Huambo, via Instituto de Investigação Veterinária, já produzia vacinas.



Após a independência, toda unidade de produção de vacina foi destruída.



Angola tem um efectivo bovino estimado em três milhões e 850 mil cabeças.



Angop