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Chefe de Estado rende homenagem a “Negrita”

O Presidente da República, João Lourenço, conclui nesta quarta-feira, 13, a visita oficial de dois dias ao Vaticano, onde foi recebido pelo Papa Francisco.


O Chefe de Estado visitou, demoradamente, a Basílica Santa Maria Maior, onde depositou uma coroa de flores na sepultura do primeiro embaixador do antigo Reino do Congo, D. Manuel António (Nsaku Nevunda), também conhecido por “Negrita”, falecido há 400 anos, em Roma.



Segundo o padre Pedro Sampaio, vigário da Sé Catedral de Mbanza Kongo, que se encontra em Roma a fazer doutoramento, a abertura de uma embaixada no Vaticano teria sido solicitada pelos portugueses, depois da criação da Diocese do Congo, em 1596, mas a execução da decisão foi sujeita a muitos entraves, causada por alguns que não queriam a afirmação do Reino.



O impasse continuou até à morte do primeiro bispo português de São Salvador, em Maio de 1602.



Nsaku Nevunda, que faria cumprir a missão, morre em 1608, poucos dias depois de chegar a Roma, após uma viagem extenuante de quatro anos.



Na Santa Maria Maior, o Chefe de Estado foi recebido pelo perfeito dos Museus e das Artes da Basílica, monsenhor Luigi Veturi.



Consagrada no século V, Santa Maria Maior é a maior igreja mariana de Roma, motivo pelo qual recebeu o epíteto de maior.



João Lourenço passou também pelos monumentos mais emblemáticos do Vaticano, como Museus do Vaticano, uma das principais atraccões turísticas de Roma.



Acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, o Chefe de Estado observou várias obras de arte reunidas pela Igreja Católica durante mais de cinco séculos.



O Chefe de Estado esteve também na Basílica de São Pedro, uma das mais visitadas do mundo e famosa pelos frescos pintados por artistas como Michelangelo, Rafael e Sandro, e a Capela Sistina, um dos maiores tesouros do Vaticano.



A Igreja Sistina é conhecida pela sua decoração e por ser o templo onde os Papas são escolhidos. Antes da visita a estes locais, o Presidente da República recebeu o Presidente do Conselho de Administração da ENI, uma empresa petrolífera italiana que opera em Angola há mais de 40 anos.



JA