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Presidente exige rigor na gestão dos meios para vítimas da seca

O Presidente da República, João Lourenço, recomendou esta quarta-feira, 6, em Luanda, rigor na gestão e distribuição dos bens adquiridos para acudir as vítimas da seca no sul de Angola.

Ao intervir na reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil, João Lourenço orientou o emprego dos meios adquiridos, exclusivamente, para os fins aos quais estão destinados. 


 


O Chefe de Estado citou como exemplo os equipamentos como moto-cisternas, destinados ao abastecimento de água às populações carentes, e sublinhou que não quer vê-los em fazendas particulares.


 


Na ocasião, disse esperar que o dinheiro e os bens adquiridos cheguem efectivamente a população necessitada.


 


Durante a reunião, foi apresentado o relatório da distribuição, realizada de Janeiro a Setembro deste ano, de sete mil e duzentas toneladas de bens diversos, no quadro do Programa Emergencial de Combate à Seca no sul do país, concretamente, nas províncias do Cunene, Cuando Cubango, Huíla e Namibe.


 


Segundo o documento, o Executivo disponibilizou mais de 23 mil milhões 859 milhões de Kwanzas para mitigar os efeitos da seca que se agrava, desde Janeiro deste ano, e afecta 28 mil 867 famílias, 301 das quais com desnutrição.


 


O fenómeno da estiagem na região é apontado como a causa da morte de dez mil 982 cabeças de gados, das cerca de um milhão e 206 mil afectadas, e a destruição de 52 mil 119 campos agrícolas nas referidas províncias.