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Obras do Novo Aeroporto de Luanda retomam este ano

As obras de construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), paralisadas desde 2017 por razões técnicas, após rescisão do contrato com a empresa privada "China International Fund (CIF)", vão retomar ainda este ano, com previsão ... Ver mais


A informação foi avançada esta quarta-feira, 14, à imprensa pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, no final de uma visita efectuada por 30 deputados da 5ª Comissão da Assembleia Nacional, salientando que a retomada dos trabalhos está condicionada a negociações com um novo empreiteiro.



“(…..) Nós estamos nesta altura a terminar as negociações com o novo empreiteiro geral da obra (a AVIC, também da China), e pensamos que nos próximos 15 ou 30 dias vamos conclui-la. Com base nesta negociação, pensamos assinar uma adenda e definirmos o novo cronograma”, referiu.



Portanto, sustentou o governante, “as negociações com a nova construtora estatal chinesa estão bem avançadas, daí estarmos convencidos que ainda este ano será possível retomarmos as obras, que precisarão de pelo menos seis meses para atingirem a velocidade cruzeiro”.



Ricardo de Abreu esclareceu que durante a paralisação da empreitada foram feitas correcções e alterações em deficiências de engenharia e operacionais, essencialmente na aerogare e nas pistas, e que para o prosseguimento está disponível uma linha de financiamento da china de USD 1,4 mil milhões.



Na ocasião, o ministro dos Transportes admitiu ter havido algumas falhas contratuais com o CIF, ao qual o Executivo Angolano já pagou 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos, faltando liquidar uma dívida de USD 200 milhões aos subempreiteiros dessa firma.



Garantiu que o projecto será implementando na íntegra, em fases diferentes, e que estão reservados espaços para o investimento privado no polígono do próprio Aeroporto, cujas obras iniciaram em 2007, com um orçamento global inicial de cinco mil milhões de dólares.



Quanto às 250 famílias camponesas residentes na zona adjacente, explicou estarem devidamente catalogadas para serem realojadas, em breve, na comuna de Caculo Cahango, no município do Icolo e Bengo, num projecto habitacional em construção a propósito.



Impressão dos deputados



Em declarações à imprensa, a presidente da 5ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, Ruth Mendes, lamentou os dois anos de paralisação das obras, por entender que a infra-estrutura permitirá empregar muitos jovens e aumentar nas receitas do país.



“A primeira nota é que a visita foi muito positiva. Foi possível conhecermos alguns meandros do projecto, as mudanças necessárias e sua reestruturação, a rescisão do contrato inicial e entrada do novo empreiteiro para o relançamento das obras, como uma decisão salutar”, resumiu.  



Por sua vez, o deputado da coligação CASA-CE Manuel Fernandes disse esperar que a empreitada seja concluída de facto em 2022/2023 para que os angolanos possam usufruir deste aeroporto, que, em sua opinião, a nível da região Austral, só terá como concorrente a África do Sul.



“Valeu a pena termos constatado aquilo que já foi feito e o que está por se fazer. Concluída esta obra, que já consumiu muito dinheiro, é claro que vai contribuir imenso naquilo que são as receitas fiscais, numa altura em que o país precisa despetrolizar as receitas financeiras” – expressou.



Já o também membro da Comissão de Economia e Finanças, Nelito Ekuikui manifestou-se preocupado com os prazos efectivos quer para a retomada das obras quer para a sua conclusão, assim como com os avultados valores gastos até agora para o projecto continuar paralisado.



“As infra-estruturas são efectivamente grandiosas e de orgulhar. Mas estamos mais preocupados com a conclusão e a disponibilização de empregos para os jovens” – finalizou o deputado da UNITA, meio incrédulo com as garantias do ministro dos Transportes.



Angop