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Política

RESTOS MORTAIS DE EX- COMBATENTES PORTUGUESES TERÃO TRATAMENTO DIGNO

Restos mortais de combatentes portugueses tombados em Angola serão identificados e exumados.


Aspectos relacionados com processo de localização, identificação, exumação bem como a deposição de restos mortais de combatentes portugueses tombados em Angola na guerra do Ultramar, dominaram o encontro mantido está segunda–feira, em Luanda, entre o Presidente da Liga de Combatentes de Portugal  General Joaquim Rodrigues e o Secretário de Estado do Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria Domingos  André Tchikanha.



Na sua intervenção, o Presidente da Liga de Portugal disse que este processo visa localizar e dignificar os lugares onde se encontram inumados  militares portugueses que serviram as forças armadas em todo mundo.



“Nós temos cemitério de grande guerra na Europa que dignificamos os combatentes ao longo dos anos”



Ressaltou, que em África nomeadamente em Moçambique, Angola e Guine Bissau estão espalhados em diversos cemitérios ou até em lugares onde não há áreas cemitrias, recolher e colocar em ossários que podem ser construídos e adaptados ao longo de Angola .



O Secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Domingos André Tchikanha disse não haver nenhuma inconveniência pelas boas relações existentes entre os governos e povos de Angola e Portugal em darem o tratamento digno aos seus combatentes tombados no país.



As acções de “conservação de memórias” envolvem entre outras acções a recuperação de infra-estruturas no país intervencionado (monumentos, cemitérios, talhões, e ossários), que homenageiam ou albergam militares portugueses e a construção nos cemitérios capitais de distrito, de ossários e, eventualmente uma capela para darem refúgio as ossadas.



Joaquim Rodrigues avançou que no período de 1961 a 1975 o país registou 1.548 militares tombados, dos quais 817 eram do recrutamento local, 586 vindo de Portugal, 90 desaparecidos e 50 não localizados em 187 lugares espalhados por Angola.