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Angola prepara acesso à Internet às zonas rurais

Angola prepara-se para estender o acesso à Internet às zonas rurais até ao ano de 2021, numa parceria com a empresa americana de telecomunicações One Web.


O anúncio foi feito esta segunda-feira, 13, em Luanda, pelo presidente e fundador da empresa, o norte-americano Greg Wyler, à saída de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta. 



A meta, de acordo com o empresário, passa por providenciar conectividade a todas as áreas rurais dentro de dois ou três anos.



A instalação da Internet nas zonas rurais de Angola faz parte do plano global da empresa, que pretende acelerar o desenvolvimento da primeira rede global de telecomunicações até 2021, com um sistema de acesso à Internet em banda larga sem fio e de alta velocidade em todos os lugares da Terra.



O presidente da One Web projecta, até o próximo ano, o início da aplicação da capacidade da multinacional das telecomunicações no país. Deste processo, Greg Wyler espera que, até 2021, a empresa comece a colher os resultados.



“Discutimos com o Presidente da República a importância da conectividade, bem como o acesso à Internet nas áreas rurais, o que deve contribuir fundamentalmente para o desenvolvimento destas comunidades”, disse o responsável máximo da One Web em declarações à imprensa.



Greg Wyler explicou que a One Web está a trabalhar a nível global para conseguir estender o sinal da Internet às localidades onde o actual sistema não é capaz de levar o sinal, pelo facto dos serviços serem ainda bastante caros.



O responsável sublinhou que a companhia multinacional tem estado a trabalhar para atingir esse fim, numa altura em que tem um investimento realizado na ordem dos 35 mil milhões de dólares, com realce para a maior estrutura espacial do mundo.



Essa estrutura espacial deve ajudar a conectar países como Angola, ajudando os operadores móveis e operadores de serviço de Internet a chegarem às áreas mais recônditas, onde as telecomunicações são ainda bastante deficitárias e o investimento muito oneroso.



Angop/Jornal de Angola