Portal Oficial do Governo da República de Angola
Governo

Chefe de Estado anuncia reforço no combate à seca no Cunene

O Chefe de Estado, João Lourenço, disse no passado sábado, 4, em Ondjiva, haver necessidade de se reforçar o Programa de Emergência de Combate à Seca no Cunene, para acautelar o agravamento do fenómeno, reflectido no aumento de mortes human... Ver mais


Em entrevista à imprensa, no final da visita que efectou à província, o Chefe de Estado manifestou-se preocupado com o facto de os próximos cinco meses continuarem a ser de estiagem, uma vez que marcam a época seca (cacimbo) em Angola.



“Estamos preocupados com os próximos meses, sobretudo os próximos quatro ou cinco meses (até Outubro), que é o início das chuvas no país. E, até lá, acreditamos que esse quadro, que observamos no Namibe e Cunene, se vai agravar”, referiu.



O Presidente da República defendeu este posicionamento pelo facto de, a partir de 15 de Maio, começar "a época seca propriamente dita, e que será bem mais severa, com o clima a oferecer condições mais adversas para as populações e o gado. Diferente de se viver a seca em época de chuva".  



Ao fazer o balanço da visita efectuada ao Namibe e Cunene (duas províncias vizinhas afectadas pela estiagem, João Lourenço admitiu que, face à realidade, a resposta do Governo também deve ser mais efectiva, com carácter de emergência, para uma solução definitiva.



Porém, enquanto esse momento não chega, o estadista defende que se deve ir atendendo as situações de emergência que vão, com certeza, surgir nos próximos tempos.



Por este facto, disse João Lourenço, “o programa de emergência deve ser reforçado para que, até lá, não se tenha mais perdas humanas e de gado nesta região”.



Adiantou que a sua presença, nas duas províncias, é sinal de que o Executivo está atento ao que se está a passar em todo o Sul de Angola, em particular no Namibe e no Cunene, cada uma à sua medida, mas também nas províncias da Huíla e do Cuando Cubango.



“Do que vimos ontem (sexta-feira, 3) no Namibe e hoje (sábado, 4) aqui no Cunene, saímos com a impressão de que estamos perante uma situação bastante crítica. A seca deste ano é bastante severa, e as populações, como consequência disso, estão a sofrer bastante, mas o Governo não está indiferente a isso”, afirmou.



O Chefe de Estado explicou que o Governo tomou algumas medidas com carácter de emergência, para fazer, de imediato, frente à situação, mas precisa de encontrar soluções definitivas para o futuro, que, no seu entender, não podem ser resolvidas em um dia.



“Portanto, os programas que nós aprovamos (compra de bidões, camiões cisterna, abertura de furos, desassoreamento de chimpacas, construção de barragens, canais adutores e transvase) vão ser executados num período de três anos e meio ou mesmo quatro anos”, sublinhou.



Angop