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China elogia as reformas levadas a cabo por Angola

O embaixador da China em Angola, Cui Aimin, elogiou esta quinta-feira, 10, em Luanda, as medidas de reformas levadas a cabo pelo Executivo angolano, pois, na sua opinião, as mesmas vão contribuir para a melhoria das condições de vida da pop... Ver mais


O diplomata chinês, que falava durante um almoço com jornalistas angolanos, considerou que as relações entre Angola e a China conheceram um novo impulso no ano passado, com a participação do Presidente João Lourenço, em Pequim, no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC, em inglês) e com a sua primeira visita de Estado ao “Gigante Asiático”.



Cui Aimin admitiu que, durante o ano passado, os investimentos chineses em Angola conheceram uma ligeira diminuição, mas, no cômputo, fez uma avaliação positiva.



“Muitos dirão que, durante o ano passado, houve uma diminuição dos investimentos. Isso é verdade, mas não quer dizer que a cooperação retrocedeu! Foi um ano muito bom para o incremento das relações bilaterais”, disse.



Sem enumerar, o embaixador informou que muitas empresas chinesas estão a ser incentivadas a investir em Angola nas áreas da agricultura e da indústria. Mas Cui Aimin foi cauteloso relativamente aos resultados dos investimentos feitos recentemente ou os que venham a ser feitos.



“Precisamos de algum tempo para que estes resultados se manifestem porque os investimentos têm um ciclo de (pelo menos) cinco anos para se manifestarem”, disse Cui Aimin, adiantando que já se sentem alguns resultados positivos.



“Esperamos que a estabilidade continue em Angola para que os investimentos aumentem e o povo angolano possa viver melhor”, defendeu.



Cooperação cultural



A China defende o reforço da cooperação com Angola no domínio cultural. O embaixador Cui Aimin realçou o facto de, actualmente, as relações entre os cidadãos dos dois países serem, na sua maioria, por questões de trabalho.



“Este ano vamos convidar mais artistas angolanos a visitarem a China para o estreitamento das relações entre os dois países e povos. Espero também que mais turistas chineses possam visitar Angola. Precisamos mais contactos na área cultural. Essa área será o nosso foco”, prometeu o diplomata chinês, para quem sem o intercâmbio entre pessoas não há o conhecimento e entendimento mútuos, nem “cooperação fantástica”.



Com efeito, Cui Aimin defendeu, também, o retorno da ligação aérea directa entre Luanda e Pequim e vice-versa, para facilitar a circulação.



O embaixador previu um ano de 2019 próspero para os dois países.



“Desejo pleno sucesso não só ao povo chinês, mas também ao angolano”, afirmou.



“Conflito” com os EUA



Durante o almoço, o embaixador chinês referiu-se igualmente ao conflito comercial que opõe o seu país aos Estados Unidos da América (EUA).



Cui Aimin lamentou a atitude dos EUA, pois, segundo ele, os países estão condenados a viver unidos.



A China, segundo o diplomata chinês, defende o respeito mútuo entre os Estados e a resolução dos problemas pela via do diálogo.



Segundo o embaixador chinês, o recente encontro entre os Presidentes Donald Trump e Xi Jinping, à margem da Cimeira do G20, realizada em Novembro último, em Buenos Aires, Argentina, foi produtiva relativamente ao fim do diferendo entre Washington e Pequim.   



“Acho que vamos encontrar boas soluções para os problemas comerciais (que nos opõem) e (com isso) EUA e a China poderão cooperar”, perspectivou Cui Aismin. 



O diplomata lembrou que o mundo precisa do poderio económico dos EUA e da China porque são a primeira e segunda economias mundiais, respectivamente.



“Os países devem respeitar as regras internacionais na área do comércio, ao invés de olharem simplesmente para os seus interesses”, defendeu.



Jornal de Angola