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Áreas de garimpo ilegal foram desmanteladas

Os cidadãos estrangeiros que abandonaram recentemente o país, de forma compulsiva e voluntária, no quadro da “Operação Transparência”, não estão a regressar, pela calada da noite, às antigas áreas de garimpo nas províncias da Lunda-Norte, L... Ver mais

De acordo com o porta-voz da “Operação Transparência”, comissário António Bernardo, o garimpo foi desmantelado. Não há regresso clandestino de estrangeiros ou nacionais às zonas diamantíferas. Durante a “Operação Transparência”, iniciada a 25 de Setembro do ano passado, foram encerradas 300 casas de compra e venda de diamantes.


 


Orientada pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República. Autoridades tradicionais do Lucapa denunciaram no mês passado que estrangeiros ilegais que tinham abandonado as áreas de garimpo na Lunda-Norte, no quadro do processo de repatriamento voluntário, estariam a regressar de forma clandestina.


 


Em declarações à imprensa, à margem da visita que o governador da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, efectuou àquela região para constatar o andamento da “Operação Transparência”, os sobas Al-berto Ndjimi e Cassacala Ngun-da afirmaram que estrangeiros identificados como cidadãos da República Democrática do Congo (RDC) continuam a regressar e, no período nocturno, fazem o garimpo, com o patrocínio dos chamados “boss” e com a conivência de agentes da ordem destacados no local. 


 


“A notícia despoletada por uma autoridade tradicional de haver o retorno de estrangeiros às antigas áreas de garimpo não corresponde à verdade”, declarou António Bernardo, afirmando que as 300 casas de compra e venda de diamantes, incluindo as 90 cooperativas intervencionadas no quadro da “Operação Transparência” continuam completamente encerradas. O comissário admitiu, contudo, que, dada à longa extensão das fronteiras angolanas, não é possível que as mesmas não sejam sistematicamente violadas. 


 


“Não podemos dizer que as nossas fronteiras, de repente, ficaram intangíveis e que ninguém as transpõe. Não é verdade!”, afirmou António Bernardo, indicando que as províncias de Malanje e da Lunda-Norte possuem, juntas, mais de 1.400 quilómetros de fronteira (fluvial e boa parte terrestre), e as linhas limites de fronteira entre um país e outro são muito próximas (8 a 15 quilómetros).


 


“Assistimos todos os dias à entrada de um número não tão alto, mas considerável de cidadãos estrangeiros no país, mas estes não estão a ocupar as zonas já por nós desmanteladas no quadro da Operação Transparência”, esclareceu António Bernardo, que anunciou, para a partir da próxima semana, a intensificação das operações na Lunda-Norte, que nos últimos tempos conheceram “certo abrandamento”, devido a problemas técnicos.


 


António Bernardo elogiou a aprovação, na terça-feira, pela Assembleia Nacional, da nova Lei de Imigração, que promove o investimento, o turismo, e vários outros segmentos de negócios que podem trazer dinheiro ao país. 


 


“Com a aprovação do diploma, não há razões para que os cidadãos estrangeiros procurem caminhos ilegais para entrarem no país, e muito menos buscarem actividades ilícitas no território nacional”, referiu o comissário.