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Novo hospital dos queimados vai ser construído em Luanda

Um novo hospital para tratamento de queimados vai ser construído, em breve, em Luanda, com o orçamento do Ministério da Saúde enquadrado no Programa de Investimentos Públicos(PIP) deste ano.

A informação foi avançada no último sábado 12, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, no final da visita do Presidente da República, João Lourenço, aos hospitais dos Queimados, Pediátrico de Luanda “David Bernardino” e ao Centro Nacional de Oncologia.

Além da construção do novo hospital dos Queimados, a ministra da Saúde anunciou que a actual e única unidade do país para tratamento de queimados vai ser reabilitada, vários anos depois de funcionar como um centro de saúde e mais tarde adaptada para tratar de queimados, por falta de uma unidade especializada.

Projectadas unidades oncológicas regionais

O Centro Nacional de Oncologia, apesar de ter também vários problemas ligados às infra-estruturas e ser igualmente a única unidade do país para assistência de doentes com cancro, vai continuar a funcionar como está até agora.

A ministra da Saúde disse que, neste momento, não há condições para construir outra unidade do género. Mas, dentro do Programa de Desenvolvimento do Ministério da Saúde, há perspectiva de serem criadas, a médio e longo prazos, unidades oncológicas no Norte, Leste, Centro e Sul do país, para descongestionar o Centro Nacional de Oncologia.

Numa altura em que 85 por cento dos doentes recorrem ao hospital já em fase terminal, Sílvia Lutucuta considerou necessária a continuação de acções de sensibilização para promoção da saúde, motivando os doentes a fazer o diagnóstico precoce das doenças oncológicas.

“Temos de ser mais atuantes na prevenção”, declarou a ministra, antes de anunciar a criação, a médio e longo prazos, de unidades móveis para o diagnóstico do cancro da mama, um dos mais frequentes do país.

Reabilitação de hospitais de referência 

Para descongestionar o Hospital Pediátrico “David Bernardino”, actualmente com mais de 430 crianças internadas, incluindo no Banco de Urgência, Sílvia Lutucuta informou que o Ministério da Saúde, em colaboração com sua Direcção Provincial de Luanda e o Governo da província de Luanda, está trabalhar para a melhoria de pelo menos cinco unidades de referência em Luanda.

A maioria das crianças assistidas no Banco de Urgência, com 59 camas, onde dormem mais de uma criança, morre antes das 48 horas devido à chegada tardia ao hospital. Geralmente têm malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas, malnutrição, infecções e algumas doenças preveníveis por vacinação.

No primeiro trimestre deste ano, o Hospital Pediátrico “David Bernardino” registou uma média de seis óbitos por dia. No mesmo período, foram observados 379 pacientes e internados 67 por dia.

A questão da falta de enfermeiros e médicos suficientes para atender à demanda vai ser minorada com a entrada de novos profissionais, através do concurso público previsto para breve, de acordo com a ministra da Saúde.

Sílvia Lutucuta alertou que o concurso público não vai resolver todos os problemas, mas apenas mitigar alguns vividos na Pediatria, principalmente os ligados ao pessoal médico que vai receber formação especializada mesmo na unidade hospitalar, também vocacionada para formação.

“As pessoas vão ser admitidas e entrar num processo de formação nas especialidades que resolvem os problemas de assistência médica a nível primário nas áreas de pediatria, obstetrícia, medicina interna, saúde pública, cirurgia e outras que também identificamos e que fazem, de facto, funcionar os nossos cuidados de saúde”, esclareceu a ministra, que se manifestou satisfeita com a visita do Presidente da República, João Lourenço, às três unidades de referência do país.

Na sua visão, a visita de constatação permitiu identificar as prioridades das prioridades do sector, cujos problemas são do conhecimento do Presidente da República, que orientou a assinatura dos acordos com a Sonangol, Sodiam e a Endiama, para darem apoio contínuo às unidades hospitalares.