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CFB recupera rota internacional 34 anos depois

As exportações de minérios da República Democrática do Congo (RDC) através do Corredor do Lobito foram retomadas nesta segunda-feira 5, depois de uma interrupção de 34 anos.

As exportações de minérios da República Democrática do Congo (RDC) através do Corredor do Lobito foram retomadas nesta segunda-feira 5, depois de uma interrupção de 34 anos, com a partida de uma composição ferroviária de 25 vagões da Estação do Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) do Luau, em direcção ao Porto do Lobito.

A composição transporta mil toneladas de manganês acomodadas em 50 contentores de 20 pés, devendo seguir, depois, para portos da China e Índia, para onde se destinam os carregamentos, de acordo com informações obtidas no Luau.

O despachante Francisco Somavie foi o primeiro funcionário do sector do comércio externo encarregado de fazer chegar o minério aos países de destino. Emocionado, disse ter cumprido a incumbência “com orgulho e satisfação”, posto que a tarefa vai trazer vários ganhos para o país.

Francisco Somavie prevê que os carregamentos congoleses tragam novas oportunidades para os empresários, principalmente para os do mercado dos despachantes e transitários, bem como os do sector dos transportes, e a elevação da arrecadação de receitas com a cobrança de impostos pela Administração Geral Tributária (AGT).

Os empresários das regiões cruzadas pelo Corredor do Lobito têm o caminho aberto para o envio de mercadorias para a RDC, nomeadamente, cimento, peixe, sal e cerveja, que neste momento são as mais solicitadas no mercado daquele país.

O director comercial da cimenteira de Benguela Cimenfort, Nilton de Carvalho, anunciou domingo, no Luau, um projecto da companhia para exportar cimento para a RDC, com a reabertura das ligações ferroviárias daquele país com Angola.

O gestor, que esteve no Luau para participar no acto de relançamento das operações internacionais do Caminho-de -Ferro de Benguela, afirmou que, com uma produção de mil toneladas por ano, a Cimenfort está aberta a contactos no mercado da RDC.

“A minha presença aqui, no Luau, tem a ver com os contactos com empresários congoleses para escoar cimento para o seu país”, disse o gestor brasileiro, notando que o cimento da sua companhia é apenas consumido no mercado nacional, sobretudo nas províncias do Sul do país.

Jornal de Angola