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Economia

FMI confirma recuperação da economia angolana

A economia angolana cresce 1,1 por cento este ano, de acordo com projecções anunciadas nesta quinta-feira, 16, em comunicado, pela missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que permanecia em Angola desde 6 de Novembro.

A missão, liderada pelo director do Departamento Angola do FMI, o economista brasileiro Ricardo Velloso, estima que a economia registe este ano um crescimento de 1,1 por cento e que a balança sobre o estrangeiro registe melhorias, devido à evolução positiva registada nos termos de troca, mas acrescenta que a inflação mantém-se elevada.

O documento admite que Angola está a registar este ano uma recuperação económica ligeira, mas continua a ter desequilíbrios macroeconómicos significativos.

O comunicado sublinha que as vendas de moeda estrangeira por parte do Banco Nacional de Angola estão a aumentar, o que fez com que as reservas sobre o exterior tenham caído para 14,9 mil milhões de dólares em Outubro.

A diferença entre as taxas de câmbio oficial e paralela mantém-se elevada, continuando os pedidos de divisas da banca comercial a não serem totalmente satisfeitas, pode ler-se no comunicado.

A missão do FMI a Angola manteve discussões preliminares relativas às políticas económicas e planos de reforma previstos pelo Governo, para solucionar os desequilíbrios macroeconómicos conseguir melhorar as perspectivas de crescimento, contidos no plano intercalar a seis meses, a executar até Março de 2018.

“Os desequilíbrios macroeconómicos devem ser enfrentados com determinação. O plano intercalar está adequadamente centrado nos objectivos de intensificar os esforços de consolidação orçamental, introduzir maior flexibilidade na taxa de câmbio e melhorar a governação e o ambiente de negócios, de modo a promover um crescimento mais rápido bem como a diversificação económica”, conclui o comunicado.

A missão manteve discussões encontros com os ministros de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, das Finanças, da Economia e Planeamento e do Comércio, Manuel Nunes, Archer Mangueira, Pedro Luís da Fonseca e Joffre Van-Dúnem Júnior, além do governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano.

Ocorreram ainda encontros com membros da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional e representantes do sector financeiro e sector privado não financeiro.

As novas projecções de crescimento secundam as apresentadas nas Perspectivas Económicas Mundiais divulgadas na primeira quinzena de Outubro em Washington, durante a Assembleia Anual Conjunta do FMI e do Banco Mundial, quando o Fundo elevou as estimativas de expansão de 1,3 para 1,5 por cento.

A recuperação surge depois da economia angolana sofrer uma recessão de 0,7 por cento no Produto Interno Bruto do ano passado, diziam as Perspectivas Económicas Mundiais publicadas em Outubro.

Jornal de Angola