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Economia

Ciclo combinado do Soyo recebe gás do Angola LNG

A central eléctrica do ciclo combinado do Soyo, província do Zaire, começa a receber a partir de segunda-feira, 20, o gás natural do projecto Angola LNG, para garantir o seu funcionamento.

A garantia foi dada nesta quinta-feira, 16, na província do Zaire. Para o secretário de Estado da Energia, António Fernandes Belsa, o fornecimento de gás será uma grande valia para o funcionamento da central, devido à redução significativa do custo de produção de energia eléctrica para o sistema norte que é feito, actualmente, com base a turbinas a gasóleo, disse à imprensa no final da visita que efectuou ao projecto.

“O ciclo combinado do Soyo já dispõe de duas máquinas disponíveis que funcionam com recurso a gasóleo. Queremos dentro de muito pouco tempo inverter este quadro, a julgar pelos custos elevadíssimos do combustível”, referiu.

Informou que duas outras máquinas estão já preparadas para entrar em funcionamento, aguardando apenas a conclusão das linhas de transporte de gás para se começar com os devidos ensaios. Enquanto isto, as duas últimas turbinas (são seis máquinas no total) previstas no projecto estão a ser montados no local, devendo os trabalhos serem concluídos até final deste ano.

Dados técnicos disponíveis indicam que este processo de produção de energia diminui a emissão de gases poluentes e promove a diversificação da matriz de geração eléctrica nacional, além de compensar a redução de energia produzida nas centrais hídricas, no período seco e garantir continuidade e fiabilidade do serviço.

Com uma potência total de 750 MW a instalar, dos quais 500 MW para o ciclo simples com turbinas a gás e mais 250 MW com turbinas a vapor (perfazendo o ciclo combinado), a central tem quatro turbinas a gás e alternadores de 125 MW, quatro caldeiras de recuperação de calor para geração de vapor, duas turbinas a vapor e um alternador de 125MW.

No ciclo combinado, os gases resultantes da combustão do gás atingem temperaturas superiores a 500 graus centígrados. Estes são aproveitados numa caldeira de recuperação de calor onde se produz vapor usado para accionar uma turbina a vapor.

Angop