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Cultura

Carlos Lamartine vence Prémio de Cultura e Arte

Considerado um dos grandes artífices da música angolana, o músico e compositor Carlos Lamartine foi anunciado nesta terça-feira, 7, em Luanda, vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2017 na categoria de Música.

Segundo o júri do prémio promovido anualmente pelo Ministério da Cultura, as suas composições e interpretações assentam não apenas na música popular urbana, mas também abordam os géneros satírico e revolucionário, a trova e o folclore, que enriquecem e valorizam o universo contemporâneo da música angolana.

Pelo conjunto de uma obra continuada, que desenvolveu um gráfico ascendente ao longo dos anos, o júri atribuiu o prémio na modalidade de Teatro ao grupo Protevida.

O escritor António Fonseca foi o vencedor na modalidade de Literatura. De acordo com a acta dos membros do júri, o prémio é atribuído pelo conjunto da sua obra, onde se inclui, entre outras, “Poemas de Raiz e Voz” e “Crónica de um tempo de silêncio”.

Para a modalidade de Dança, tem como vencedor a Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA). Pelo conjunto da sua obra desenvolvida ao longo de quarenta anos de carreira, o realizador Abel Couto é o vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2017, na modalidade de Cinema e Audiovisual.

A equipa de organização das festas da Nossa Senhora do Monte (Huíla) foi consagrada com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2017, na modalidade de Festividades culturais populares.

O júri adianta que o prémio é atribuído devido ao facto das Festividades da Nossa Senhora do Monte existirem a mais de 100 anos e terem incorporado, no seu seio, importantes elementos da cultura local, nos diversos domínios.

As mesmas são as mais mobilizadoras de turistas internos, numa dada fase da sua realização, concorrendo assim para o “contágio” nacional inspirador de realização de festas de cidades, pelo resto do país.

A apresentadora dos programas Reencontrar África e Afrikiya, Maria Luísa Fançony, é a vencedora do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2017, na modalidade de Jornalismo cultural.

De acordo com o júri, o trabalho da jornalista sempre primou pela postura didáctica, qualidade na elaboração estética e narrativa, longevidade, apego e persistência na temática, no tratamento jornalístico e divulgação de aspectos da cultura angolana e africana.

O historiador Emmanuel Esteves foi distinguido, a título póstumo, com o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2017, na modalidade de investigação em ciências humanas e sociais.

De acordo com o júri do prémio, Emmanuel Esteves foi investigador consagrado, professor de História de Angola, cujos trabalhos fundamentais assentam, por um lado, sobre a história do Caminho de Ferro de Benguela e seu impacto económico, social e cultural e, por outro, sobre questões referentes ao inventário de bens patrimoniais e móveis.

O júri destaca que é na área do inventário de bens patrimoniais e móveis que se enquadra a sua actividade em relação a Mbanza Kongo, ao apresentar o projecto Mbanza Kongo: cidade a desenterrar para preservar.

O seu trabalho e acção contribuiu para o enquadramento específico do tema e ajudou a impulsionar as amplas actividades subsequentes que iriam levar à classificação da cidade de Mbanza Kongo como património cultural da Humanidade.

Emmanuel Esteves foi docente da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto.