11/09/2012 10:46
(MINEA)
A situação de estiagem prolongada que está se abatendo na Bacia do meio Kwanza desde do ano 2011 constitui de facto motivo de extrema preocupação manifestada pelo Executivo Angolano cujo Plano de Segurança Energético Nacional consiste em consolidar a matriz energética do País com a entrada de mais fontes alternativas a partir de recursos tanto Térmicos quanto renováveis, de forma que a demanda em electricidade não sofra nenhuma repressão.
Em conferência de imprensa realizada em Capanda, Eurico Ferreira, o director-geral do Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK), informou na última quinta feira (07.09.12), que os técnicos da Barragem de Kapanda estão a gerir a água acumulada na sua albufeira, aquando das últimas chuvas.
“Estamos em presença do segundo ano seco, razão pela qual o nível de água no reservatório da barragem está baixo. Desta forma, temos apenas três grupos geradores a produzirem uma potência de 80 Mega Watts (MW), cada um, muito abaixo das suas reais capacidades”, salientou.
Apesar dessa gestão, o director prevê um período mais crítico a partir do dia 9 de Setembro desse ano, em que terão de retirar de funcionamento um grupo gerador, totalizando assim uma produção de apenas 160 MW.
A Barragem de Capanda fornece energia eléctrica às províncias de Luanda, Malange, Uíge, Kwanza Norte, Kwanza Sul e Bengo, sendo que a capital do país absorve quase cerca de 80 porcento da sua produção total.
Já o Presidente do Conselho de Administração da Empresa (ENE), José Carlos das Neves, anunciou a entrada em funcionamento, ainda esse ano, de vários projectos termoeléctricos para atenuar o impacto das restrições em Luanda. Serão injectados mais cerca de 72 Mega Watts (MW) para atenuar as restrições registadas em Luanda e reforçar a capacidade energética da capital do país.
“Com a redução dos níveis de água na albufeira da central hidroeléctrica de Kapanda, haverá um défice no fornecimento de energia eléctrica à capital do país, que deverá ser compensada com a entrada em funcionamento de outras fontes alternativas de cariz térmico”, frisou o Engº José Carlos das Neves.
Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da Empresa de Distribuição de Electricidade de Luanda (EDEL), Hélder Adão, disse que perante a actual realidade a energia eléctrica na capital do país será fornecida num quadro de restrições, priorizando as áreas de grande importância social, como os hospitais.
Fonte: Centro de Documentação e Informação do Ministério da Energia e Águas - CDI- MNEA