Construção e modernização dos caminhos-de-ferro do país orçaram mais de Usd 3.3 biliões (Transporte)

03/07/2012 22:18 (MINTRANS)

Mais de três biliões e trezentos milhões de dólares norte-americanos (um dólar equivale a 95.598 Akz) foram gastos pelo Governo angolano no processo de construção e modernização dos caminhos-de-ferro de Luanda, Moçâmedes e Benguela, revelou o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.


Segundo o governante, que falava a jornalistas em jeito de balanço da viagem experimental do comboio na linha Namibe-Lubango, no último fim-de-semana, esse investimento enquadra-se no âmbito de uma estratégia global de desenvolvimento económico e social do país.

Esse investimento foi utilizado na edificação das estações ferroviárias, apeadeiros, pontes, linhas-férreas, aquisição de locomotivas, sistema de telecomunicações, dentre outros.

Essas infra-estruturas, realçou, estão intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento de outras áreas como da energia, águas, telecomunicações, turismo, indústria, mercado de bens e serviços, e vão reflectir-se no aumento do emprego, coesão económica e social e no combate das assimetrias regionais.

Relativamente, ao Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, Augusto Tomás referiu que as obras implicaram a reabilitação de 56 estações ferroviárias, de primeira, segunda e terceira classes.

“Está a ser tudo feito para que até finais de Julho a linha esteja completamente preparada para a transportação de bens e mercadorias, o que deve acontecer em Agosto, na linha Namibe/Lubango/Menongue”, disse.

Sobre a ligação ferroviária com países vizinhos, Augusto Tomás frisou que tudo será feito a seu tempo, sendo que nesta primeira fase a prioridade é tornar a rede ferroviária do país funcional.

“A ligação regional implica acordos transfronteiriços e isso está a ser feito. Os países entendem que inicialmente é preciso consolidar o funcionamento da rede de cada país e a seu tempo implementar-se a ligação entre estados”, concluiu.




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