O governante angolano falava no acto de abertua do primeiro curso de Comando, Liderança e Chefia para oficiais superiores do Sub-Comité da Rede Mulher polícia dos Países da África Austral (SADC), a decorrer até ao dia 16 do corrente na capital angolana.
"Tendo as mulheres da Polícia na África Austral alcançado a realização profissional num ramo que há anos se pensava destinado simplesmente a homens, exprime bem a determinação delas em romper com o preconceito e tabus ainda existentes e reafirmar a coragem que carrega esse ser tão especial que é o género feminino", disse o ministro.
Adiantou que o género é uma componente importante no mundo e as mulheres devem ter o lugar e o papel que merecem e que foram conquistando com alguma garra e perseverança ao longo da evolução da sociedade.
"Não tenhamos dúvidas de que as mulheres são um ser predestinado a lutar e, neste contexto, sentimos que a mulher africana é mais lutadora ainda, devido, sobretudo, aos condicionalismos deste continente", frisou.
No curso participam 33 mulheres polícias dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), excepto o Madagáscar, e visa conferir à rede maior interacção e conhecimentos dos módulos de trabalho de cada país membro.
A Rede da Mulher Polícia da SADC é um órgão da Organização Regional para a Cooperação dos Chefes da Polícia da África Austral (SARPCCO) que visa aglutinar todas as mulheres polícias dos países membros da região.
Integram a SADC Angola, África do Sul, Botswana, Namíbia, Zâmbia, Tanzânia, Madagáscar (suspenso), Zimbábue, Moçambique, Leshoto, Suazilândia, RDCongo, Ilhas Maurícias e Malawi.
in Angola Press, 9 de Março de 2010